Folha de Conteira VS Queijos frescos

Queijaria Covoadense vai integrar um roteiro turístico de produtos regionais.

Desde 2006 que Luís Tavares Silva apostou numa queijaria tradicional, na Covoada, como forma de diversificar a oferta em termos agrícolas nos terrenos que ainda cultiva. Além do leite de vaca, decidiu apostar no leite de cabra para complementar a oferta e importou algumas cabras da Holanda. O negócio florescia, contando com quatro colaboradores, até que em 2013 uma doença nos animais, implicou a erradicação de todas as cabras e a queijaria esteve mais de um ano sem produzir.
Este ano Luís Silva voltou à carga, mas apenas com leite de vaca, e com uma particularidade. Agora, o queijo de vaca é embrulhado em folha de conteira conforme se fazia tradicionalmente e depois devidamente embalado.
Luís Silva diz que desde que abriu inicialmente a queijaria que pretendia usar a folha de conteira, mas a legislação não o permitia. Agora já o pode fazer mas obedecendo às regras do HACCP, que garantem a qualidade e segurança alimentar. “A folha tem de obedecer a várias regras, desde a selecção que fazemos quando se apanha, lavagem, desinfecção, tudo isso passa por um processo que dá muito trabalho”, explica Luís Silva que acrescenta que todo o trabalho compensa já que “os restaurantes e os turistas apreciam muito e temos tido várias visitas de quem vem principalmente do continente e que gostam de levar o queijo na folha, que é o tradicional”. Também há muitos emigrantes que visitam a queijaria porque gostam do sabor tradicional e típico do queijo da Covoada.
“Quanto mais fresco melhor”
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Carla Dias